Mulher pilotando um Fórmula 1, será possivel ?

Apenas cinco mulheres foram contratadas efetivamente para equipes da categoria. Outras tiveram experiência como pilotas de teste
Cultura ou biologia: por que não há mulheres na Fórmula 1
A primeira conferência de imprensa da temporada 2017 da Fórmula 1, na Austrália, foi marcada pelo bom humor dos pilotos. Em um dos momentos de sorrisos, Lewis Hamilton disse que sente falta da presença feminina na categoria e que gostaria de ver mais mulheres na pista.

 

"Gostaria que dessem mais espaço às  mulheres no paddock. São homens demais", disse o britânico, arrancando gargalhadas de todos os que estavam presentes no local, desde os próprios pilotos, jornalistas e dirigentes da F1. E Hamilton tem razão. Ao longo de toda história, desde 1950, foram poucas as moças que estiveram na Fórmula 1. Na verdade, apenas cinco chegaram a integrar equipes de forma efetiva: as italianas Maria Teresa de Filippis (1958 - Maserati e 1959 - Behra), Lella Lombardi (1974/75/76 nas equipes Brabham, March e Williams) e Giovanna Amati (1992 - Brabham), a britânica Divina Galica (1976 - Surtees e 1978 - Hesketh) e a sul-africana Desiré Wilson (1980 - Williams).

 

Nenhuma delas obteve poles position, pódios, vitórias ou títulos. Apenas uma, Lella Lombardi, conseguiu pontuar. A italiana é também a mulher com mais corridas no currículo, com 17 GPs. Por outro lado, a sul-africana Desiré Wilson correu apenas uma vez. A história mostra também que algumas mulheres também foram pilotas de teste na F1. Em setembro de 2002, a americana Sarah Fisher teve a oportunidade de guiar um carro da McLaren depois dos treinos livres de sexta-feira em Indianápolis, local do Grande Prêmio dos Estados Unidos.

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Já a britânica Katherine Legge fez um teste pela Minardi no Circuito de Vallelunga, na Itália, em novembro de 2005. Ela bateu o carro logo após dar duas voltas no circuito e voltou a testar o carro alguns dias depois. O teste durou apenas 27 voltas. Em 2012, a piloto espanhola Maria de Villota foi contratada pela equipe Marussia como piloto de testes. Em julho daquele ano, sofreu um grave acidente durante os testes aerodinâmicos realizados no aeroporto de Duxford, em Londres. Ela perdeu a visão neste acidente. Em outubro do ano seguinte, foi encontrada morta em um quarto de hotel - o falecimento foi causado pelas sequelas.

Também em 2012, A britânica Susie Wolff assinou contrato com a equipe Williams e passou a participar dos testes em túneis de vento e de desenvolvimento do carro, aumentando o time de mulheres na F1. Dois anos depois, a Sauber assinou com Simona de Silvestro como "piloto afiliada". E neste ano de 2017, a mesma Sauber anunciou a colombiana Tatiana Calderón como piloto de desenvolvimento para a temporada.

Fonte: Esporte - iG Pesquisa - Magno Moreira e Marlon Felipe Sales de Moraes

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