GE : Renovação e sequência: o perfil dos técnicos do interior para o Paranaense

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Os times do interior apostaram em caras novas e também na continuidade para definirem os treinadores para o Campeonato Paranaense 2017. Cinco nomes têm 40 anos ou menos e três continuam no cargo desde o estadual do ano passado. Mesmo quem mudou, optou por manter um perfil parecido para dar sequência ao trabalho que vem sendo realizado.Um dos treinadores que estão no perfil jovem e em sequência é Reginaldo Vital. 

Aos 40 anos, o ex-jogador comanda o PSTC desde 2015. O time é o primeiro da carreira como técnico, justamente onde foi revelado como jogador. Campeão da Divisão de Acesso logo na temporada de estreia, ele levou o PSTC às semifinais do Paranaense em 2016, garantindo uma vaga inédita na Série D do Brasileiro e na Copa do Brasil. – Essa continuidade é importante, é um trabalho que vem sendo feito junto com a diretoria e com o presidente. É uma confiança que eu tive como jogador e agora tenho como treinador. Num curto espaço de tempo, conseguimos um calendário para o clube. Eu me formei aqui como jogador. 

Voltar depois de 20 anos e ter esse resultado é muito bacana. Espero que a gente repita os bons resultados de 2016, apesar de saber das dificuldades – comentou Vital.Outro que segue o perfil é Rodrigo Cascca, técnico do Toledo. Aos 37 anos, ele é um dos caçulas entre os treinadores do estadual (tem a mesma idade de Milton do Ó, do Prudentópolis, e Allan Aal, do Rio Branco-PR). Há dois anos no comando da equipe, ele foi vice-campeão da Divisão de Acesso, em 2015, e ficou entre os oito primeiros no Paranaense 2016. – Fico feliz, vejo de uma forma positiva a forma de administrar. Os resultados apareceram. Vejo isso com bons olhos. O Toledo vem evoluindo na estrutura e na equipe. A ideia é sempre evoluir, e vamos buscar isso mais uma vez – disse. Cascca vê que a aposta em treinadores mais novos é uma tendência no futebol brasileiro. 

Ele tem o técnico Claudio Tencati (que comanda o Londrina desde 2011 e é o mais longevo no cargo no Brasil) como exemplo mais próximo de continuidade e busca levar usa o próprio Tubarão e a Chapecoense como referências para o Toledo. – Cada vez mais, a juventude é importante, essa renovação. Fico quietinho e vou aprendendo. O futebol vai modernizando. Nada contra o experiente, contribuíram e contribuem muito para o nosso futebol, mas é hora de apostar nos mais novos. Trabalhei com o Tencati e o tenho como exemplo mais próximo. A Chapecoense e o Londrina cresceram muito nos últimos anos. Estive lá antes da tragédia, tirei vários exemplos e tenho esse pensamento para o mesmo crescimento no Toledo – explicou. Após evitar o rebaixamento do Cascavel no estadual em 2016, Karmino Colombini é mais um dos treinadores que continuam em 2017. 

Aos 55 anos, ele é um dos mais experientes da competição. Colombini foi goleiro nas décadas de 70 e 80 e começou como técnico no início dos anos 2000 passando pelas categorias de base do Palmeiras (onde trabalhou na formação do atacante Vagner Love, por exemplo), entre outros clubes.Alguns times mudaram de treinador, mas decidiram manter o mesmo estilo de trabalho dos antecessores. 


Recém-promovido para a primeira divisão, o Cianorte é um desses casos. Após perder Paulo Turra para o futebol chinês (é agora o auxiliar técnico de Felipão no Guangzhou Evergrande), a diretoria do Leão do Vale decidiu trazer um treinador jovem e com um estilo de jogo parecido. Assim, o substituto Marcelo Caranhato, que soma trabalhos no futebol catarinense e gaúcho. Segundo o presidente do Cianorte, Lucas Franzato, a escolha mantém um perfil do próprio clube. O dirigente lembra que o time revelou outros treinadores, como Caio Júnior, vítima no acidente aéreo com a Chapecoense, e o técnico do Londrina, Claudio Tencati. 

– A gente sabe o que quer para treinador. Tem que ser jovem, ambicioso, com autenticidade na forma de jogar. O Marcelo Caranhato vem da mesma escola do Paulo Turra. A escolha do Marcelo foi muito rápida. É um treinador que se adequa ao que a gente precisa, com seriedade. Em cinco anos, queremos chegar na Série B. Isso passa pela continuidade de um perfil de treinador – disse Franzato. O Foz do Iguaçu também tem seguido um mesmo perfil na escolha dos treinadores. Nos últimos anos, o clube foi comandado por técnicos que trabalharam na base do Coritiba, após um trabalho realizado com o time da capital em 2013. 

Assim, passaram pelo cargo o ex-goleiro Edson Bastos e, por último, Ivan Carlos. Agora, o escolhido é Allan Aal, de 37 anos, que trabalhou na base do Coxa até 2015. – É um treinador muito competente. Procuramos colocar treinadores com essa característica, que saibam utilizar a base. O Allan Aal tem ambição, quer treinar um time grande. É um parceiro meu. Os jogadores estão muito satisfeitos com os primeiros trabalhos. Estou contente com a escolha – disse o presidente do Foz, Arif Osman. 


Desta forma, o Azulão tem conseguido utilizar vários jogadores da base entre os profissionais. No último estadual, o time chegou entre os oito primeiros e revelou alguns atletas que foram negociados, como os atacantes Marcelinho e Safirinha, que disputaram a Série B pelo Londrina, e o volante Adrian e o atacante Pepê, que foram para o sub-20 do Grêmio. aram em velhos conhecidos do futebol paranaense. Também recém-promovido à primeira divisão, o Prudentópolis será comandado por Milton do Ó. 


O treinador de 37 anos tem passagens por Paraná Clube, Juventus-SC e JMalucelli. Como jogador, atuou pelo Atlético-PR, Goiás, Fluminense, Olympique de Marseille, e teve passagem pela seleção brasileira de base. Ele era auxiliar de Lucianos Gusso, técnico do JMalucelli desde a Série D do Brasileiro em 2016. No Rio Branco-PR, o comando fica por conta de Guilherme Macuglia. 


Aos 55 anos, ele trabalhou no futebol paranaense em 2011, quanto foi o treinador do Paraná Clube. O técnico tem no currículo o título da Série C do Brasileiro, em 2006, pelo Criciúma. O Campeonato Paranaense 2017 começou no dia 29 de janeiro. O formato do campeonato é o mesmo, com um turno entre 12 times e quartas de final, semifinal e final.
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